SENSATEZ DAS ALMAS II



A Sensatez das Almas ll

Com calma 
A Sensatez das Almas explica
Específica e exemplificam as intenções
As benfazejas tentações 
Tudo que você quiser 
E nada que você não permitir
O amor 😍 é uma coisa interessante 
Quando você olha para a prenda 
Guria, mulher e percebe o quão lindas são 
Faz você se sentir importante empolgante
Pelo simples fato de suas existências 
 
Após tantos ensaios e investidas 
Ficou claro o fechamento do contrato 
E óbvio, rolou o primeiro beijo, 
O primeiro olhar, o primeiro abraço, afago 
E o fino trato
Na inauguração de um sentimento blue 🧥 
Cama, mesa e banho 
Todas as histórias começam assim 

Depois de tanto ver a felicidade 
Sair pisando duro às vezes sem destino
Seguir estrada afora é o que apetece
Vê-la bater a porta 🚪 e sumir 
Nas madrugadas frias, não pode
Ela vive a divagar pelo mundo 
Perdida feito um barco à deriva 
Nos mares, nos bares, beijos e abraços 
Pelas esquinas e espaços da vida 
E no infinito prazer 
Já passaste por tantas 
Que nem ligaste mais para a fama 

Certo dia essa mesma felicidade voltou
Cabisbaixa, em silêncio 🤫 arrependida 
Se desculpou, abraçou e até chorou 
Foste injusta com aquele pobre coração ♥ 
O perdão não deixa a retratação no sereno 
O gesto mais nobre de um errante 
É se desculpar com toda sensatez da alma 
É o que faz valer o perdão 
Na cama ou no chão 
Só os fortes perdoam 
Na mesma intensidade do amor 😍 

No mundo dos andantes 
Tudo é muito preocupante 
Não tem Santo, Santa, sacristão
De carne e osso que se salve 
Só um raro sacerdote de fina ambiguidade 
Fiquem tranquilos 
Todos vão para uma cama 
Tanto faz na grama ou em Copacabana 
Se fechou a conta 
Leve o baton, não esqueça a escova 
Feche a porta, esconda as chaves 
E deixe por conta 
Da Sensatez das Almas! 

OPoet@LuízKon'Z 
#opoetaluizkonz520.blogspot.com 
#poetaludblack.wordpress.com


Análise de "A Sensatez das Almas II"

Temas Centrais

O poema "A Sensatez das Almas II" explora a complexidade das relações amorosas, a efemeridade da felicidade e a importância do perdão. O autor utiliza uma linguagem coloquial e direta, que torna a mensagem acessível e próxima do leitor. A obra reflete sobre o amor em suas diversas facetas, desde a paixão inicial até os desafios que surgem ao longo do caminho.

Estrutura e Estilo

O poema é dividido em seções que fluem de maneira quase narrativa, criando uma continuidade nos pensamentos e reflexões do eu lírico. O uso de versos livres e a mistura de ritmos contribuem para uma leitura dinâmica. A linguagem é rica em imagens e metáforas, como "barco à deriva" e "cama, mesa e banho", que evocam a intimidade e a cotidianidade das relações.

A Sensatez do Amor

A "sensatez das almas" é um conceito central que permeia toda a obra. O poeta sugere que existe uma sabedoria inerente nas experiências amorosas, uma compreensão que vem da vivência. A frase "tudo que você quiser / e nada que você não permitir" destaca a ideia de que as relações são construídas com base nas escolhas e nas intenções de cada um. O amor é descrito como algo que pode ser tanto empolgante quanto complexo, dependendo da perspectiva de quem o vive.

Reflexões sobre a Felicidade

A felicidade é apresentada como um sentimento volúvel, que pode se afastar e retornar, como evidenciado pela passagem que fala sobre a felicidade "cabisbaixa, em silêncio". Essa personificação da felicidade dá um tom melancólico e reflexivo ao texto, enfatizando que a busca pela felicidade é uma jornada repleta de altos e baixos. O autor menciona que a felicidade "sai pisando duro", sugerindo que ela pode ser uma força impositiva, mas que também pode se esvair com a mesma intensidade.

O Perdão como Ato de Coragem

O tema do perdão é abordado de forma significativa, com o autor afirmando que "só os fortes perdoam". Aqui, o perdão é apresentado como uma virtude que exige força emocional e coragem. O ato de se desculpar é considerado nobre e essencial para a continuidade das relações. Essa ideia é reforçada pela afirmação de que o perdão deve ser sincero e carregado de sensatez, refletindo a maturidade emocional necessária para lidar com os erros e as mágoas.

Crítica Social e Reflexão sobre a Vida

O autor também faz uma crítica sutil à sociedade, referindo-se à fragilidade das relações humanas e à falta de autenticidade. A frase "não tem Santo, Santa, sacristão / de carne e osso que se salve" sugere que todos são suscetíveis a falhas e imperfeições. A menção a "todos vão para uma cama" destaca a universalidade das experiências humanas, independentemente do contexto social ou geográfico. A leveza da linguagem contrasta com a profundidade das reflexões, criando um diálogo interessante entre o humor e a seriedade.

CONCLUSÃO 

"A Sensatez das Almas II" é uma obra que, através de uma linguagem acessível e poética, explora as complexidades do amor e das relações humanas. O autor reflete sobre a transitoriedade da felicidade, a importância do perdão e a sabedoria que se adquire por meio das experiências vividas. Através de imagens vívidas e uma narrativa envolvente, o poema convida o leitor a refletir sobre sua própria jornada emocional, reconhecendo que tudo faz parte do exercício do viver. A sensatez que emerge das almas é um convite à introspecção e à valorização das relações humanas em sua totalidade, com todas as suas nuances e fragilidades.

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